quinta-feira, 17 de julho de 2008

Depois do mergulho

Ainda sem fôlego
olhos marejados
grito abafado
amor agigantado

Meu menino
meu príncipe
minha irmã
minha guerreira

Minha mãe
minha criança
meu coração
a empinar pipas

Da água que se derranou pela casa ao romper a bolsa até o estado de imersão em que me encontro, não consigo encontrar palavras para traduzir o que se passa. Vê-lo nascer, chegar, chorar, comer.... Vê-lo aqui! Meus olhos derramam água e lembro de quando na psicina do clube eu saía do mergulho ofegante, água pingando dos cabelos, olhos... da conquista de atravessar mergulhando de um lado a outro dentro d'água... penso na água que me gerou.

Não precisei
Nadar no últero
De minha mãe
Para chegar
A algum lugar
As águas foram me levando
E eu nasci

2 comentários:

Maria Paternostro disse...

Passei aqui. Um abração

Bernardo Guimarães disse...

Edu:
já passei por nascimento de sobrinhos, filhos e agora a neta. É um grande momento. Aproveite todo. Saude para vcs.