quinta-feira, 1 de abril de 2010

Amor para mim

Amor não passa nunca! O que eu posso dar hoje ao meu amor é tudo o que aprendi com os amores antigos. De tudo positivo que repito ou o que não foi legal e tento não repetir. Mas quem não teve amor antigo? Quem ama a primeira, mesma e única pessoa? Crescemos e aprendemos juntos, é assim que eu acredito, mas só posso falar pela experiência que tive/tenho com alguns amores antigos. Amor, amor, mas amor mesmo só três, eu acho.
O amor de agora me trouxe a beleza, a tranquilidade, o companheirismo, a certeza da imensidão. É de agora e de sempre. Tive um amor de longe (né Maria?) que me tirou da multidão, me raptou e depois esvaziou, adoeceu. Não suportei a rejeição e caí doente, batendo cabeça no chão, parede, privada. Chorando até vomitar. A culpa não era do amor, era minha que não suportava ficar só comigo. Que pena!! Demorei a entender que assim não seria eterno. O primeiro amor de olhos verdes/azuis me trouxe a certeza da amizade. Me desencantou. Sem beijo, sem sexo, sem portão... mas ainda assim amor.
Ainda teve um outro amor adolescente, mas esse nem conta. Com este eu reneguei meu corpo, queria ser quem eu não poderia ser, desejei desaparecer. Desse amor não sobrou nada além dessa lembrança. Triste. Não era amor.
Meu amor de agora, anda por aqui como um gato, tomando conta da casa, livre, deitado preso em meus braços.
PS- hoje foi assim minha confissão para Odete. Explico: em todos os ensaios, eu e Lucas, levamos confissões para Odete e a partir disso criamos pequenas cenas, sínteses corporais que poderão estar (ou não) no espetáculo. Desejei compartilhar a confissão de hoje com vocês.

4 comentários:

Gerana Damulakis disse...

Foi ótima a confissão de hoje. Adorei.

Estou aguardando que vc entre em contato comigo, poderei criar uma ponte para vc e uma escritora de literatura infantil.

Bernardo Guimarães disse...

agora toda a torcida do bahêa sabe de seus amores. graças a odete.

Inês disse...

Eu não consigo perceber em mim nenhum aprendizado com relação ao amor, eu até percebo erros que não repito, mas a cada amor estou tão completamente perdida quanto no primeiro de todos.
Gostei da sua confissão, gostei do seue espaço...
Um abraço!
Inês

I.Moniz Pacheco disse...

Seu amor, meu amor, o amor de todo mundo tem altos e baixos, erros e acertos. O problema é quando um sai da sintonia... o outro sempre se ferra. Eu que o diga!
Beijo, boa sorte