quarta-feira, 7 de julho de 2010

O moleque


A palavra cazuza significa moloque, menino, segundo consta no livro Só as mães são felizes de Lucinha Araújo. Cazuza sempre foi para mim como aquele menino do final da rua que não conhecemos, mas que adoraríamos ser amigos. Amo tudo que se refere a ele: a rebeldia, inteligência, humor, mau humor, amigo, intensidade, música, poesia, sexo, tesão, delícia....

Vontade de comer Cazuza, engolir, tê-lo dentro. Acho que já o tenho de tanto ouvi-lo, de tanto viajar num possível encontro, numa possível briga, no show que nunca assisti. Um moleque que não me conheceu. Chutou a bola na minha vidraça e saiu correndo sem saber qual a cara do dono daquela janela e eu olhando pelo lado de dentro, riso de canto de boca, admirando uma travessura normal de menino.

Ele me faz rir até hoje e grita por mim. Vinte anos sem nenhuma novidade dele e mesmo assim tudo que fez nos parece atual, novo, futuro, eterno.

Aiiiii Cazuza queria um beijo gostoso como segredo de liquidificador e uma declaração exagerada de amor. Como você gostava, amor de fossa agora sem você, mas também mentiras sinceras te interessam, né?

5 comentários:

Por que você faz poema? disse...

Todo amor que houver nessa noite.

Gerana Damulakis disse...

Viva Cazuza!

Nathi Delacroix disse...

Aaaaaaah, Cazuza, ontem, hoje, sempre!

Eterno Cazuza.

Marcelo Mendonça disse...

raspas e restos, me interessam!

Bernardo Guimarães disse...

Cazuza vive!

p.s.: a foto do blog está genial!