sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O perigo é viver

O que seria uma boa mentira?

Uma estória bem contada talvez seja aquela que o autor torna verídico o seu ponto de vista. Estamos acostumados a maniqueismos de novelas de tv. Na vida real não existe o totalmente bom e o totalmente mau, o completamente certo e o completamente errado. Wilson não soube ser sincero e ocultou verdades para se proteger do seu próprio coração, das suas próprias ilusões. Esqueceu-se que quem faz a criatura é o criador. Ou será o inverso?

Eu te avisei, Wilson!

Novela boa é aquela em que acontecem mudanças de planos, inversões de papéis. Hoje o nosso mocinho virou vilão. Vilão das próprias artimanhas que criou para se safar de suas dores, mas como Clarice Lispector que se apega as suas personagens, não abandonarei Wilson. Ela também sou eu e minhas dores, meus abandonos. Ela também é aquele que a fez sofrer.

Ficção minha gente!

Vivemos amores fictícios. Ai daquele que acredita ser verdade.

Amor de verão!

Ai daquele que pensa ser para sempre. Não é tia Ivonete?

Não conseguiria dormir com este barulho que meu Wilson me causou. Não sou culpado pelas atitudes dos outros, simplesmente enchi minha estória de outros. Os outros conseguem sangrar e minha estória era apenas uma estória.

O perigo é viver!

*o próximo capítulo de Marmotas da Paixão trará uma nova protagonista. A minha Helena sofre, paga caro, mas vive com a cara arreganhada. Velerá a pena ver a transformação de Wilson em Goga.

5 comentários:

Cléa disse...

Eu quero uma verdade inventada, já dizia Clarice!!!
Mas a novela deve prosseguir. Estou ansiosa para ver os próximos capítulos. Inclusive, estes reveses nos personagens são comuns nos melhores folhetins...

HNETO disse...

Realmente:
"viver é foda".

Gerana Damulakis disse...

Aguardo a entrada de nova personagem. Vamos em frente.

Luli Facciolla disse...

Estou acompanhando! Estou acompanhando essa novela!
Que venham os novos!

Beijos saudosos!

PS: Sua Judit na primeira e na ultima, né não? Coincidencias...

I.Moniz Pacheco disse...

Pois é, Du. A verdade dói muito sempre. Mas enquanto a gente se permite sonhar é gostoso demais, não?