terça-feira, 18 de agosto de 2009

A desnecessidade do artista

Não premita Deus que morra
Sem ter visto a terra toda
Sem tocar tudo que existe
Não permita Deus que eu morra triste

Ceumar e Mathilda Kóvak

Sábado fui ao show de Ceumar. Confirmei, naquela noite, algo que já venho buscando em mim há muito tempo e não é tão fácil realizar: o menos sempre é mais. Foi um show simples, voz e violão e uma multidão. Multidão da voz que tomava aquele teatro, multidão de simpatia, de compartilhamento, de presença, uma multidão de uma artista múltipla. Multidão de sentimento daquela gente presente que ama música das melhores, numa das melhores vozes deste país. Tenho todos os cds e agradeço à vida por ter me dado a oportunidade de conhecê-la.

Domingo acordei e fui ler o jornal. Harildo Deda grande ator baiano diz na lata que se o teatro na Bahia acabar, ninguém vai sentir falta e teceu vários comentários pertinentes sobre a política cuturalno estado.

Segunda minha cabeça quase enlouquecida. Se Ceumar resolvesse silenciar seu canto? se Fernanda Montenegro fosse médica? se Cazuza deitasse nos louros de filhinho de papai e não nos mandasse mostrar a cara? se Frida Khalo ficasse assoviando em casa? se Almodovar se trancasse em uma sala de aula para ensinar matemática?

O que seria o mundo? Alguém sentiria falta? que falta os artistas estão fazendo?


3 comentários:

maria guimarães sampaio disse...

ah Edu... havia escrito uma porção... a sereia do bate papo cantou fui velsar e revelsar com Miro (vendo a cara um do outro). Mandei ou não mandei o comentário?

aeronauta disse...

Já me fiz essa pergunta várias vezes, Edu. A resposta é sempre o caos. Bjos.

Luli Facciolla disse...

Ah Edu... Eu ia sentir falta, viu?!
Como sinto falta de vc...

Beijoooo