Nesse momento, fico pensando qual a nossa responsabilidade em mais um crime contra a mulher. Nós que ensinamos aos nossos filhos serem machos para comerem a cabrita do vizinho. Nós que ensinamos às nossas filhas serem as princesas esperando seus príncipes. Um crime que tem em sua origem o machismo, a submissão feminina que não pode escolher largar seu "dono" porque ele pode matá-la se não obedecê-lo. Um crime que perpassa pela "inocente" diferenciação entre o rosa e azul. Fico arrasado pela situação desta família que eu conheço e estimo, mas me afundo em desgosto porque vejo que somos responsáveis por tudo isso, por perpetuar um entendimento heterenormativo sobre gênero, família, sexualidade, força. Eu quando sou a mulher que cuido da casa para o provedor descansar. Eu que não divido responsabilidades com minha mulher. Eu que não passo roupa, não coloco minha mesa. Eu que mando o menino engrossar o pescoço e a menina fechar as pernas. Eu que tantas vezes sou estas facadas, aos poucos, invisíveis, que vão matando constantemente todas elas.
Não era um marginal que acabou com ela, era o homem que ela amou, que teve filho e conviveu algum tempo. Não é mais um marginal na cidade, é um de nós. Um que frequenta a casa dos amigos, que dormia e acordava com ela. Que entregava merenda escolar. Que convivia com nossos filhos.
É um de nós.
quarta-feira, 30 de março de 2016
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Um Jardim para Judite
Espetáculo “Judite
quer chorar, mas não consegue” comemora 10 anos
Em março, Santo Amaro
receberá um Jardim para Judite para contar a história da lagartinha que
conquistou a Bahia e o Brasil
foto Arthur Scovino
Criado em 2006, “Judite quer chorar,
mas não consegue!” é um espetáculo de dança do coreógrafo-intérprete Edu
Oliveira, conhecido como Edu O., direcionado ao público infantil, que trata
poeticamente das transformações e perdas que enfrentamos ao longo da vida.
Contada através de Judite, uma lagarta que recusa sua transformação em
borboleta e prefere se acomodar no jardim por desconhecer o futuro, o
espetáculo também comoveu e conquistou os adultos, que se identificaram muito
com a lagarta Judite. “A história propõe uma reflexão sobre a dor e solidão dos
indivíduos, numa sociedade contemporânea que procura padronizar as identidades
e os desejos a partir de modelos hegemônicos. Talvez seja esse um dos motivos
de identificação do público”, explica Edu.
Para comemorar os 10 anos de uma
trajetória vitoriosa pelo Brasil e exterior, Judite vai ganhar um Jardim em
Santo Amaro, sua cidade natal e residência onde Edu O. passou sua infância e
adolescência descobrindo Judite. Entre março a junho, o quintal da casa 53
abrigará uma instalação interativa, intitulada Um Jardim para Judite, criada
por Edu O. e pelo artista visual Valter Ornellas. Nele, crianças e adultos vão
ter um verdadeiro encontro com o real e o lúdico através dos elementos
referenciais da obra “Judite...” com cores, cheiros, sons, objetos e imagens
que possibilitem uma experiência sensorial e estética a todos os visitantes.
O espaço também receberá oficinas e
apresentações artísticas seguidas de bate-papo, realizadas sempre na segunda
semana de cada mês. O Jardim ainda vai abrigar Encontros Aborboletados, promovendo
uma reunião de artistas e grupos locais com artistas e grupos visitantes para
trocarem experiências e realizarem propostas artísticas que dialoguem com a
estética do espetáculo.
O projeto é patrocinado através do Edital AGITAÇÃO CULTURAL - Dinamização em Espaços Culturais da Bahia, SECULT BA.
O projeto é patrocinado através do Edital AGITAÇÃO CULTURAL - Dinamização em Espaços Culturais da Bahia, SECULT BA.
foto Lara Lins
Serviço
Lançamento Um Jardim para Judite
Performance de Lívia Matos – A sanfonástica mulher lona
Dia: 05 de março
Horário: 16h
Local: Rua C., Casa 53 – Nova Santo
Amaro (Santo Amaro – BA)
Programação Completa
MARÇO
Dias: 08 a 11
O que: Encontros Aborboletados com
Arthur Scovino e Dinorah Oliveira
Horário: 09h às 11h30
Dia: 12
O que: Judite e o Caboclo –
performance com Edu O. e Arthur Scovino
Horário: 17h
foto Felipe Vasconcelos
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Respeito é bom e eu gosto
Não escolhi ser artista, eu não sei ser outra coisa. Assim como não foi escolha ser gay, nem deficiente - este último em consequência de um vírus - no entanto, nos três casos, as pessoas parecem se incomodar com a vida que tenho.
Por ser gay acham que é opção, que não devo me expor e que não é necessário ficar mostrando em público afeto, trejeitos, alegria demais. Engrosse o pescoço, rapaz! Descruze a perna que você não é menina! Para que fala desse jeito?
O deficiente é sempre coitadinho, bonzinho, faz tudo bonitinho, engraçadinho, exemplo de superação, incapaz de escolher roupa, comida, incapaz de foder, chupar, gozar, impossível dar prazer, não pode sair sozinho - mas tá é independente! - tem sempre que dar satisfação sobre o que vai fazer, para onde vai sair e tem que ser grato porque todo mundo quer ajudar. Como dizia uma propaganda: Carlinhos não precisa de ajuda, Carlinhos precisa de respeito!
Bem, e o artista, coitado? Esse é miserável, preguiçoso, não faz nada, vive encostado na família. A primeira coisa que ouvi quando aos 18 anos decidi fazer o vestibular para Artes Plásticas foi: E isso dá dinheiro? Não foi uma, nem duas, nem três vezes. Vai e volta esta pergunta ecoa no espaço e você olha constrangido pela falta de educação e delicadeza do outro. Preciso provar isso a quem? O que eu ganho ou deixo de ganhar só diz respeito a mim. O que compro, como vivo... Por que se incomodam tanto com nosso estilo de vida? Mas essa intromissão travestida de preocupação é constante e agora vem acompanhada por uma sentença: Vá fazer concurso!! Todo mundo pensando na minha estabilidade, a vida não está fácil, veja nãoseiquem que está rico, morando numa casa linda, e nãoseiquemzinha viajando direto, está muito bem de vida e aquele outro comprou um carrão, vive dando presentes caríssimos para o filho...
O "estar bem" dos outros é medido pela quantidade de dinheiro, pelas coisas que compram e possuem. Uma lógica bastante materialista - boa para quem se importa com isso - mas será que todo mundo quer viver bem assim? Não há outras maneiras de se passar a vida? Se eu trabalhasse como todo mundo que "vive bem" eu não teria conhecido a China, ido quase anualmente para a França, passado dois anos entre Salvador e Londres, não teria compartilhado meu pensamento com milhares de pessoas que já me assistiram e demonstram ainda interesse pelo que eu faço.
Sou feliz por tudo que sou, conquistei, fiz e continuo fazendo. Dispenso a intromissão e grosseria em você achar o que é certo ou errado na minha vida. Se um dia, eu não mais estiver feliz, saiba que isso não vai te afetar, eu darei meus pulos e me responsabilizarei pelas coisas que sou.
Por ser gay acham que é opção, que não devo me expor e que não é necessário ficar mostrando em público afeto, trejeitos, alegria demais. Engrosse o pescoço, rapaz! Descruze a perna que você não é menina! Para que fala desse jeito?
O deficiente é sempre coitadinho, bonzinho, faz tudo bonitinho, engraçadinho, exemplo de superação, incapaz de escolher roupa, comida, incapaz de foder, chupar, gozar, impossível dar prazer, não pode sair sozinho - mas tá é independente! - tem sempre que dar satisfação sobre o que vai fazer, para onde vai sair e tem que ser grato porque todo mundo quer ajudar. Como dizia uma propaganda: Carlinhos não precisa de ajuda, Carlinhos precisa de respeito!
Bem, e o artista, coitado? Esse é miserável, preguiçoso, não faz nada, vive encostado na família. A primeira coisa que ouvi quando aos 18 anos decidi fazer o vestibular para Artes Plásticas foi: E isso dá dinheiro? Não foi uma, nem duas, nem três vezes. Vai e volta esta pergunta ecoa no espaço e você olha constrangido pela falta de educação e delicadeza do outro. Preciso provar isso a quem? O que eu ganho ou deixo de ganhar só diz respeito a mim. O que compro, como vivo... Por que se incomodam tanto com nosso estilo de vida? Mas essa intromissão travestida de preocupação é constante e agora vem acompanhada por uma sentença: Vá fazer concurso!! Todo mundo pensando na minha estabilidade, a vida não está fácil, veja nãoseiquem que está rico, morando numa casa linda, e nãoseiquemzinha viajando direto, está muito bem de vida e aquele outro comprou um carrão, vive dando presentes caríssimos para o filho...
O "estar bem" dos outros é medido pela quantidade de dinheiro, pelas coisas que compram e possuem. Uma lógica bastante materialista - boa para quem se importa com isso - mas será que todo mundo quer viver bem assim? Não há outras maneiras de se passar a vida? Se eu trabalhasse como todo mundo que "vive bem" eu não teria conhecido a China, ido quase anualmente para a França, passado dois anos entre Salvador e Londres, não teria compartilhado meu pensamento com milhares de pessoas que já me assistiram e demonstram ainda interesse pelo que eu faço.
Sou feliz por tudo que sou, conquistei, fiz e continuo fazendo. Dispenso a intromissão e grosseria em você achar o que é certo ou errado na minha vida. Se um dia, eu não mais estiver feliz, saiba que isso não vai te afetar, eu darei meus pulos e me responsabilizarei pelas coisas que sou.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Reencontrar Judite
Reencontrar Judite é um misto de euforia, medo, gratidão... Imaginar que começamos a celebrar seus 10 anos, lembrar de tantas coisas que vivi e conquistei com e por causa deste projeto... é isso... tudo em Judite vira reticências porque não tem fim, não tem tamanho. Sempre por vir...
Encontros de Domingo - Espaço Xisto Bahia/Salvador
Judite quer chorar, mas não consegue! com tradução em LIBRAS
13 de dezembro
11 horas
Passaporte adulto + criança = R$ 20,00 ou R$ 20,00 e R$ 10,00
foto Lucas Jampietro
Encontros de Domingo - Espaço Xisto Bahia/Salvador
Judite quer chorar, mas não consegue! com tradução em LIBRAS
13 de dezembro
11 horas
Passaporte adulto + criança = R$ 20,00 ou R$ 20,00 e R$ 10,00
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Mau humor
Desci o elevador em silêncio vendo apenas o "cucuruto" da minha cabeça no espelho. Não pude ver meu semblante que eu imaginava cansado, olhos caídos e o bico mais avantajado do que o de costume. Quando eu fico sério meu bico cai. Não estava chateado, era preguiça, misturada com a chatice da chuva, a humidade.... ahh, sem explicação. Estava assim por estar. De gorro, calça grossa e casaco, saí do prédio quase sem querer. Entrei no carro depois uns abraços sinceros e o desejo em estar junto, mas em silêncio. Como ficar em silêncio quando não se tem intimidade? Enquanto o carro seguia, eu via as gotas escorregando pelo vidro e lembrei que, quando criança, encostava o nariz e imaginava lágrimas no rosto.
Esses dias assim molhados me deixam de mau humor.
Esses dias assim molhados me deixam de mau humor.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Minha amiga Tom
Eu também tive um Tom na minha vida e era uma menina. Eu fiquei hospedado em sua casa para me recuperar de uma cirurgia. Eu tinha 8 anos. Eu me chamava de eu e ela não falava na primeira pessoa. Isso era o que mais eu achava engraçado. Não havia um pensamento de achar o outro diferente, talvez porque eu também era o diferente desde o meu primeiro ano de vida, mas acredito que não era apenas por isso, pois minha irmã também não lidava com minha amiga Tom como se ela fosse diferente. Ahh, não sei pensar nisso direito porque minha irmã convivia comigo que também era diferente e isso talvez a fizesse pensar diferente das outras pessoas. Aliás, sempre entendemos, desde cedo, que todas as pessoas são diferentes. Nós a achávamos muito inteligente e esperta. Vivia fechada no seu mundo como eu ficava no meu quando brincava com minha coleção de playmobil. As coisas eram naturais. As coisas eram como eram e pronto. Eu sinto saudade daquela época. Sinto saudade das pizzas, das brincadeiras no apartamento enorme, da piscina, da primeira vez que entrei num pula pula e percebi que ali não era brinquedo para mim porque não conseguia me impulsionar apenas com as mãos e fiquei com medo daquela coisa gigante que ventava dentro. Sinto saudade de sua irmã mais velha, do fusca ou seria uma brasília? Minha amiga Tom encasquetava com o gesso na minha perna e quando dávamos um vacilo, olha ela andando por cima do gesso. Temos mais ou menos a mesma idade, mas ela era uma criança grande e linda. Invocava também com os bobs de minha mãe na cabeça. Eu amo minha amiga Tom até hoje por tudo que ela representou para mim naquela época. Hoje, eu queria dar um beijo naquela menina que ela ainda é para mim.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
reticências parecem saudade
...enquanto eu sinto falta dos pelos que disseste gostar ha tempos atrás, os lábios sentem o gosto da saliva alcoolizada com nicotina velha impregnando a língua naquela madrugada em que chorei de frio.
Vontade de suspirar bem devagar ate chegar as estrelas, ate chegar em você que eu não sei se dorme, se sonha, se goza meu gozo...
eu agora gozo e reticências parecem saudade...
o teclado quebrado me faz lembrar que não devo falar tudo o que desejo
Vontade de suspirar bem devagar ate chegar as estrelas, ate chegar em você que eu não sei se dorme, se sonha, se goza meu gozo...
eu agora gozo e reticências parecem saudade...
o teclado quebrado me faz lembrar que não devo falar tudo o que desejo
sábado, 3 de janeiro de 2015
O homem que desabotoava os hábitos
Todo dia partia com o mesmo sorriso, um beijo, dedos alisando a cabeça, atravessava aquela porta do meio com grades e vidro, passava pelos lírios e virava à esquerda até desaparecer na esquina da banca de revistas.
Para não ter do que lembrar quando ela partisse, decidiu afrouxar os botões da camisa engomada. Começou a se despedir sempre de forma diferente e a despetalar algumas flores do vaso. Mudou os móveis de lugar e para nunca mais haver o lugar dela, em cada refeição brincavam de ciranda ao redor da mesa. Às vezes, sentava no chão, em cantos distintos da sala. Buscava meios de alterar a hora do sono, a luz da escrivaninha, o sabor do café, a cor da caneta, o molho da salada. A sopa da noite passou a frenquentar o almoço e a fazer surpresas no desjejum. O banho podia se dar no quintal ou esfregando toalha pelo corpo e até em jato de mangueira na garagem. A casa foi ficando vazia e com mais portas do que ele havia percebido em todo este tempo em que habita o lugar.
Um dia, já sem ela, perdeu-se no labirinto de portas sem identidade que compõem o ambiente. Ele que sempre se interessou por fechaduras de portas abertas, não sabia, agora, o que abrir e mesmo sem algo específico que o fizesse lembrar dela, era impossível não chorar com a música que não saía de sua cabeça. E há tempos não consegue parar de bailar no salão da casa de cadeados trancados.
Para não ter do que lembrar quando ela partisse, decidiu afrouxar os botões da camisa engomada. Começou a se despedir sempre de forma diferente e a despetalar algumas flores do vaso. Mudou os móveis de lugar e para nunca mais haver o lugar dela, em cada refeição brincavam de ciranda ao redor da mesa. Às vezes, sentava no chão, em cantos distintos da sala. Buscava meios de alterar a hora do sono, a luz da escrivaninha, o sabor do café, a cor da caneta, o molho da salada. A sopa da noite passou a frenquentar o almoço e a fazer surpresas no desjejum. O banho podia se dar no quintal ou esfregando toalha pelo corpo e até em jato de mangueira na garagem. A casa foi ficando vazia e com mais portas do que ele havia percebido em todo este tempo em que habita o lugar.
Um dia, já sem ela, perdeu-se no labirinto de portas sem identidade que compõem o ambiente. Ele que sempre se interessou por fechaduras de portas abertas, não sabia, agora, o que abrir e mesmo sem algo específico que o fizesse lembrar dela, era impossível não chorar com a música que não saía de sua cabeça. E há tempos não consegue parar de bailar no salão da casa de cadeados trancados.
foto Edu O.
domingo, 21 de dezembro de 2014
Lembrando coisas (boas) de 2014
Todo final de ano é assim, sempre gosto de lembrar as coisas boas que me aconteceram durante o ano que termina. Fazendo um balanço profissional das coisas que deram certo e outras que nem tanto, destaco algumas experiências que passei e marcaram positivamente 2014, um ano difícil para os artistas em todas as instâncias (municipal, estadual e federal).
Mas como não abrir um sorriso largo ao lembrar da visita de Judite ao Caboclo de Arthur Scovino na Bienal de São Paulo? Por este encontro, pelo Corpo Perturbador em SP, por Ubatuba com Cléa e a galera da gincana, por estar mais próximo de Fê Tim Tim, por tantas coisas lindas e demonstrações de amor infindáveis que recebi nesta viagem.
O encontro com Claire Cunningham, Luke Pell e Alana Murinelly que me abriu o olhar para coisas da cidade-mim, me acenderam faróis. E com ele a viagem a Sto Amaro, Cachoeira, a tarde no Humaitá com Lulu, no Sto Antônio com Iarinha.
O ano fechou em grande estilo, não querendo acabar com o Euphorico e sua potência de ser grande embora aqui dentro, silencioso e tão forte. Pelos abraços, sorrisos, toques, comidas, cigarros e cafés. Pelo Rio-Sto Amaro-Jequié. Pela cumplicidade no entendimento da arte, do que se quer, do que se vive.
Impossível não lembrar do Despertando Judites em Sto Amaro para mais de 300 crianças, ao longo de uma semana. Pelo esconderijo da lagarta, pelos sons, pelas sopas, por me permitir estar em minha terra, por Cate.
O Grupo X retornando ao seu começo com as pesquisas do Dançando Godot. O encontro com Cyça, Nath, Ana Luiza, Claudinei.
Marilyn me presenteando com o Prêmio do Salão de Artes Visuais da Bahia, em Camaçari.
Os encontros com a turma d'O Corpo na Educação, com Ana Luiza Reis. E o lançamento do audiolivro em Paris? É luxo só!
Obrigado a tod@s que estiveram por perto e que continuarão vibrando, dando força ao meu trabalho. Até 2015! Muito obrigado. Evoé!
Mas como não abrir um sorriso largo ao lembrar da visita de Judite ao Caboclo de Arthur Scovino na Bienal de São Paulo? Por este encontro, pelo Corpo Perturbador em SP, por Ubatuba com Cléa e a galera da gincana, por estar mais próximo de Fê Tim Tim, por tantas coisas lindas e demonstrações de amor infindáveis que recebi nesta viagem.
O encontro com Claire Cunningham, Luke Pell e Alana Murinelly que me abriu o olhar para coisas da cidade-mim, me acenderam faróis. E com ele a viagem a Sto Amaro, Cachoeira, a tarde no Humaitá com Lulu, no Sto Antônio com Iarinha.
O ano fechou em grande estilo, não querendo acabar com o Euphorico e sua potência de ser grande embora aqui dentro, silencioso e tão forte. Pelos abraços, sorrisos, toques, comidas, cigarros e cafés. Pelo Rio-Sto Amaro-Jequié. Pela cumplicidade no entendimento da arte, do que se quer, do que se vive.
Impossível não lembrar do Despertando Judites em Sto Amaro para mais de 300 crianças, ao longo de uma semana. Pelo esconderijo da lagarta, pelos sons, pelas sopas, por me permitir estar em minha terra, por Cate.
O Grupo X retornando ao seu começo com as pesquisas do Dançando Godot. O encontro com Cyça, Nath, Ana Luiza, Claudinei.
Marilyn me presenteando com o Prêmio do Salão de Artes Visuais da Bahia, em Camaçari.
Os encontros com a turma d'O Corpo na Educação, com Ana Luiza Reis. E o lançamento do audiolivro em Paris? É luxo só!
Obrigado a tod@s que estiveram por perto e que continuarão vibrando, dando força ao meu trabalho. Até 2015! Muito obrigado. Evoé!
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