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domingo, 19 de julho de 2020

Projeto OXE: literatura baiana contemporânea

Sto Amaro chamou, eu vou! Amanhã (segunda-feira), 20/07, 16h, estarei numa live pelo insta @eduimpro junto com o @projetooxe 
Tão feliz com esse convite do OXE: literatura baiana contemporânea (Projeto de Extensão do IFBA Campus Santo Amaro) para falar da minha produção literária! 
Muito bom lembrar minha relação com a literatura. Desde criança eu gostava de ler e escrever. Pensando no que poderia apresentar nessa conversa que terei com Rodrigo Carvalho, as memórias vieram com força e alegria:
O primeiro livro publicado Palavra de Estudante - projeto da Escola Prof. Gustavo Viana com redações dos seus estudantes (alguém que estudou no Gustavo ainda tem esse livro?); 
as poesias que escrevia na adolescência;
os Monólogos na Madrugada que publicava no blog e tornou-se um espetáculo de teatro, música e dança; 
depois os livros infantis "Judite quer chorar, mas não consegue" com ilustrações de Clarice Cajueiro
"Bonito" escrito com Lucas Valentim e ilustrações de William Gomes e Aldren Lincoln.
o "Livro do X" (sobre os 20 anos do Grupo X de Improvisação em Dança) que organizei em parceria com Fafá Daltro, produzido por Diane Portella e William Gomes.
Eu havia esquecido do Despertando Judites: experiências de criar e aprender dança com crianças que escrevi junto Fafá Daltro e Lucas Valentim.
Ainda lembrei da minha primeira história "O rapto da Primavera" que criei quando estava internado no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, aos 8 anos... tantas lembranças!
Imagens do flyer de divulgação da live, capa do livro de Judite, Grupo X, Despertando Judites e video com página e auidobook Bonito 





quinta-feira, 2 de abril de 2015

Minha amiga Tom

Eu também tive um Tom na minha vida e era uma menina. Eu fiquei hospedado em sua casa para me recuperar de uma cirurgia. Eu tinha 8 anos. Eu me chamava de eu e ela não falava na primeira pessoa. Isso era o que mais eu achava engraçado. Não havia um pensamento de achar o outro diferente, talvez porque eu também era o diferente desde o meu primeiro ano de vida, mas acredito que não era apenas por isso, pois minha irmã também não lidava com minha amiga Tom como se ela fosse diferente. Ahh, não sei pensar nisso direito porque minha irmã convivia comigo que também era diferente e isso talvez a fizesse pensar diferente das outras pessoas. Aliás, sempre entendemos, desde cedo, que todas as pessoas são diferentes. Nós a achávamos muito inteligente e esperta. Vivia fechada no seu mundo como eu ficava no meu quando brincava com minha coleção de playmobil. As coisas eram naturais. As coisas eram como eram e pronto. Eu sinto saudade daquela época. Sinto saudade das pizzas, das brincadeiras no apartamento enorme, da piscina, da primeira vez que entrei num pula pula e percebi que ali não era brinquedo para mim porque não conseguia me impulsionar apenas com as mãos e fiquei com medo daquela coisa gigante que ventava dentro. Sinto saudade de sua irmã mais velha, do fusca ou seria uma brasília? Minha amiga Tom encasquetava com o gesso na minha perna e quando dávamos um vacilo, olha ela andando por cima do gesso. Temos mais ou menos a mesma idade, mas ela era uma criança grande e linda. Invocava também com os bobs de minha mãe na cabeça. Eu amo minha amiga Tom até hoje por tudo que ela representou para mim naquela época. Hoje, eu queria dar um beijo naquela menina que ela ainda é para mim.