quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Café de bêbado - Relato de uma tempestade

Foto de Josaine Rosinski

Tacou açúcar no café forte, não aguentou beber a amargura, tacou mais um pouquinho. Derramou um pinguinho de leite frio. Mexendo com a colher, fez uma melodia arranhada no fundo da caneca. Golou tudo de vez como remédio ruim e saiu sozinho a caminhar pela cidade vazia.

É verdade que aqui pode-se sair sem medo, andando não importa a hora. Ontem repetiu o ato depois dos aplausos. Bebeu vinho, comeu alguma coisa, cumprimentou os presentes e partiu. Todos disseram da beleza do trabalho. Seu coração permaneceu neutro como antes não acontecia. Preferiu isolar-se com certa alegria, mas sem a euforia de estréia. Sentou-se a beira da água gelada, soltou fumaça pelas fuças e voltou ao alojamento. Acordou agora depois desse café de bêbado.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Mais uma vez o mar

Sempre o mar.

Mais uma vez o mesmo pesadelo: o mar e uma grande onda vindo em sua direção. Ele estava na casa de um amigo, sem vontade de estar, cumprindo outros desejos, uma amiga chega à festa e não se demora, ele segue com ela contrariando o outro, o mar invade a casa como coisa natural, a amiga o carrega impedindo o afogamento pelo peso das asas nos pés, descem escadas alagadas com ondas enormes batendo em seu rosto e a amiga firme, impede o afogamento, tudo na maior calma como coisa natural. Somente ele sabe da aflição que sente.

Água de café fervendo, pensa nas putas de Paris. Ninguém entende quando ele diz que o melhor de Paris são as putas e os camelôs. Onde ele está agora interditaram as putas, lhes fecharam as ruas, assim como fecham as janelas. Todas as janelas aqui são fechadas e ele não entende e deseja um mar de putas e suas gargalhadas e vida nos olhos.

Relato de uma tempestade (quarto capítulo, 28/11/2009)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um cigarro

Me dei licenca, cheguei agora de um papo otimo na cozinha, louco por um cigarro, louco para retornar a minha vida. nao quero escrever novela, nao quero fingir ser ninguem que nao sou. estou louco pra gritar ¨meu cu hebe!!!!!¨, estou louco para beijar meu amor, sentir o calor de minha mae, rir com meu pequeno palhacinho, ver minha irma, matar esta tristeza da lonjura que esta em mim.

Cigarro mata e dai? hj quero rir da vida, da morte, hj to precisando transgredir!!!!!!!!! de mim

nao escolhi ser artista pra chorar, quero sorrir e vou sorrir amanha quando acordar e ver a merda que escrevi.

é isso mesmo, adoro palavrao porra!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Capitulo de humor - Relato de uma tempestade - Um Pequeno Sorriso

Sempre assim, quanto mais longe ele está de sua pequena cidade, mais lembrancas lhe surgem daquele lugar.Seja todos os ros poluidos dos lugares por onde andou, seja pela falta de sabor, seja pela beleza do amor. O fato é que ele teve uma experiencia parecida com uma cena acontecida no inicio de sua adolescencia, quando sentava a porta de com um grupo de amigos a tocar violao, a trocar o primeiro beijo, a sentir o primeiro amor. A amiga viziha servia sempre tomates verdes com sal, uma iguaria sem igual. Todo dia o mesmo ritual, ela se ausentava da roda e voltava com o prato cheio de rodelas verdes. Um dia demorou mais do que de costume, foi quando ouviu-se os gritos: "É voce que esta roubando meus tomates no quintal?! Eu planto e nao posso colher!" Sua mae saia aos berros pela porta da frente enquanto a amiga ja entrava pela porta dos fundos, como Tom e Jerry: "Mainha, deixe de raleza, olhe os meninos la fora! De cinto nao mainha!". Ela ficou de castigo toda a semana e nunca mais tomates.

Agora na viagem foi assim: um tomate, um queijo e um presunto tomado sem permissao da cozinha coletiva. Uma amiga lhe ofertou para acabar a fome noturna. Houve atrapalhacao com celular, entrega de compras, coisas d se esperar dele. A fome com tudo isso ja havia passado, o que aumentava era o carinho pela amiga que lhe dizia ao entrar no elevaor com as coisas na mao: "c'est un petit surire". E dormiu como se estivesse em casa, com um leve sorriso na face.

Terceiro capitulo (23/11/2009) novos e iportantes personagens entram na historia

sábado, 28 de novembro de 2009

Relato de uma tempestade - Segunda Chegada

Ele é um jovem rapaz, branco, de alvura reluzente, um pouco mais alto do que o padrao, usa sempre um sobretudo grande, preto, que lhe encobre as asas nos pés, por isso sente tanto frio nas pernas, porque nao ha sapato que lhe caiba, todos que experimenta lhe doem as asas. Ele disfarca bastante e nunca sai voando sem que haja necessidade.

No dia seguinte de viagem, sentado em sua cadeira esperando o segundo voo, funcionario da empresa aerea bate em seu braco inumeras vezes, sem conseguir tira-lo do sono pedra. Acorda muitos minutos depois de insistencia atordoado, confunde ticket de bagagem com bilhete de aviao, entrega chave, remedios e palavras cruzadas ao senhor que verifica passagens, ele esta em outro mundo, uma confusao para encontrar na bolsa coisas importantes naquele momento. Tenta dormir, sem sucesso, mas consegue dar suas belas pescadas.

Chega a segunda chegada. A espera da mala parece mais demorada do que o tempo de viagem. Fadiga, expectativa, receio, ansiedade crescendo a cada vida que vem na esteira. Enquanto isso deleita-se com a estranha e bela lingua do povo arabe. Enfim, sua mala tao grande quanto o esforco de parecer bem. é recebido com muito carinho e afeto, mas confianca é igual a cristal que quando racha ou quebra de vez ou permanece aquele fio incomodo a nos lembrar o que passou. Mesmo assim ele sente amor.

O escuro e as ruas vazias parecem nao ter vida naquela nova cidade. VIDE, como eles falam, VAZIO como o medo do que vira, da VIDA como ele sempre soube sentir.

Encontra pessoas queridas, falam de muitas coisas, bebe vinho e como queijo. Este sabor da França é maravilhoso! Volta ao alojamento e esta sozinho, nao mais como antes.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Intervalo comerciail - Ar Condicionado

Ha mais de 12h ele so respira ar condicionado, esta todo ressecado por dentro, isso ajudou a secar as lagrimas. Comeca a ver as cores do lugar.

Patrocinio ARno e tintas Sul-vinil

Garoto propaganda Caio Blat.

23/11/2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Relato de uma tempestade - Primeira Chegada

Ele chegou como quem nao estivesse em nenhum lugar. Olhos mortos, rosto duro, vontade de nao ser. O relaxante muscular o fazia adormecer por dentro e se havia alguma beleza no lugar chegado, ninguém sabe, ninguém viu. Imaginava os disfarces, os dias representando outra coisa imaginada por outra pessoa. Repeticao de falas e gestos. Sabia que o efeito do remédio seria constante nessa viagem. Sem sorriso e adormecido, sonhava com o dia de retorno ao lugar de partida, mas agora apoia o rosto na mao aguardando o momento da outra chegada e o ouvido mergulhado no mais profundo mar ou quem sabe no utero, de onde nunca deveria ter partido.

22/11/2009 (primeiro capitulo)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Relato de uma tempestade

Vem a proxima novela da internet. Estou escrevendo capitulos pequenos para publicar sobre a viagem, coisas q acontecem, sentimentos, enfim... aguardem o tempo melhorar e eu poder escrever mais. Estou sem contato com a internet.

Para os amigos, estou bem e a viagem esta tranquila. Trabalhando muito e muito frio, nao sinto as pernas ha 3 dias.


Ate a estreia de Relato de uma tempestade!!!!!!

ps- sem acento pq o teclado frances è diferente.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um dia de trovão, metais e olhos abertos

Hoje foi dia guerra, luta, brabeza. Entrei no turbilhão e só agora me dei conta que sou regido por Xangô, Ogum e Oxalá. Os dois primeiros agiram forte durante o dia e o terceiro acalmou minha noite. A ordem dos nomes está pelo que saiu nos búzios, explico para evitar confusão depois comigo mesmo.

Espero que eles me acompanhem na viagem, me protegendo das energias negativas, acalmando meu coração para realizar um lindo trabalho, embora a vontade seja de ficar. Vou firme e forte, brigando pelo que acredito, exigindo respeito, firmando meu pensamento no meu bem estar.

Lendo sobre cada um dos orixás vi, claramente, como me identifico com alguns elementos de cada um. Amanhã só quero leveza e coisa boa no coração. Dia 06/12 estou de volta e fecho um ciclo complicado para abrir outros iluminados.

Shango ou Xangô - orixá dos raios, trovões, grandes cargas elétricas e do fogo. É viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores.

Xangô era forte, valente, destemido e justo. Era temido, e ao mesmo tempo adorado. Comportou-se em algumas vezes como tirano, devido a sua ânsia de poder, chegando até mesmo a destronar seu próprio irmão, para satisfazer seu desejo. Filho de Yamasse (Torosi) e de Oraniã, foi o regente mais poderoso do povo yorubá. Ele também tem uma ligação muito forte com as árvores e a natureza. Da natureza, ele conseguiu profundos conhecimentos e poderes defeitiçaria, que somente eram usados quando necessário. Tem também uma forte ligação comOxumaré, considerado por ele como seu fiel escudeiro.


Ogum (em yoruba: Ògún) é, na mitologia yoruba, o orixá ferreiro, senhor dos metais. O próprio Ogum forjava suas ferramentas, tanto para a caça, como para a agricultura, e para a guerra.

Na Santeria Ogum representa o solitário hostil que vaga pelos caminhos. É um dos quatro Orishasguerreiros. .

No Candomblé Ogum é o Orixá ferreiro dono de todos os caminhos e encruzilhadas junto com seu irmão Exu, também é tido como irmão de Oxossi e uma ligação muito forte com Oxaguian de quem é inseparável, aparece como o Senhor das guerras e demandas.

Em todas as suas encarnações, segundo as diferentes crenças, Ogum é impetuoso e de espírito marcial. Ele pode ser muito identificado com do sexo masculino (Shangô) ou feminino, além de poder possuir características homossexuais para alguns grupos, segundo o antropólogo Luiz Mott. Ele também está relacionado com o sanguee, por esse motivo, muitas vezes é chamado para curar doenças sangüíneas.

Seus "filhos" aqui na Terra são pessoas fortes, que lutam na vida, são pessoas guerreiras que não descansam por nada, sempre ativas, combatem tudo. São verdadeiros peões. São pessoas corajosas, sem medo de se arriscar. São sérias e perseverantes. Tendência aos extremos: ou defende a polícia, ou foge dela.




Oxalá é o Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Simboliza a paz, é o pai maior nas nações das religiões de tradição africana. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence os olhos que vêem tudo.

As pessoas de Oxalá são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais são levados até o fim, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias a suas opiniões e projetos. Gostam de dominar e liderar as pessoas. São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Xangô

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ogum

http://pt.wikipedia.org/wiki/Oxalá

* Infelizmente não tive acesso ao nome dos artistas que fizeram as ilustrações deste post

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Bete Balanço

Cazuza é meu ídolo. Hoje terá um programa em sua homenagem na TV Globo, resolvi publicar a letra de uma música dele quando estava junto ao Barão Vermelho e retrata a insegurança do artista, retrata a dificuldade de seguir um sonho, mas com esperança. Estou precisando dessa esperança porque já não acredito que possa haver respeito pelo artista nesse Governo de m.......


Todos sabem que viajo sábado para um projeto que fui convidado, não pedi para participar, me convidaram, insisto e viajarei sem um tostão, porque o pagamento eles disseram só sairá semana que vem. Como irei para outro país sem dinheiro? Por que não se organizam para pagar ao artista o que lhe é de direito. A SECULT insiste em torturar os artistas que dependem dela, é sadismo demais fazer o artista sofrer, chorar, se inquietar e depois tem que chegar no palco e agradecer ao GRANDE apoio que deram. Enchi o saco. Enchi o pote!


Pode seguir a tua estrela
O teu brinquedo de star
Fantasiando em segredo
O ponto aonde quer chegar

O teu futuro é duvidoso
Eu vejo grana, eu vejo dor
No paraíso perigoso
Que a palma da tua mão mostrou

Quem vem com tudo não cansa
Bete balança meu amor
Me avise quando for a hora

Não ligue pra essas caras tristes
Fingindo que a gente não existe

Sentadas, são tão engraçadas
Donas das suas salas

Quem tem um sonho não dança
Bete Balanço, por favor
Me avise quando for embora